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  O Sentido da Vida
 

 
  
A Filosofia
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 A FELICIDADE E SENTIDO DA VIDA

A FELICIDADE DÁ SENTIDO À VIDA
O sentido da vida

A felicidade é o supremo objectivo dos seres humanos. O sentido das nossas vidas passa pela felicidade.

A felicidade é a única razão de viver; quando a felicidade falha, a existência torna-se uma louca e lamentável experiência.
George Santayana, 1863-1952, filósofo americano, The Life of Reason 

Não sei se o universo, com o seu número infinito de galáxias e astros, tem um significado mais profundo, mas é no mínimo claro que todos nós, que vivemos nesta Terra, nos defrontamos com o objectivo pessoal de uma vida feliz.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart


Todos os seres são iguais no seu desejo de felicidade e no seu direito de a obterem.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart


Penso que o propósito presente nas nossas vidas é a felicidade. Todo o ser humano quer ser feliz, e não sofrer, desde que nasce. O desejo de alegria radica-se no nosso íntimo mais profundo.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart


Ver também:
A Vida tem Sentido?



AMOR E AMIZADE
O sentido da vida

A felicidade exige e pressupõe amor e amizade

Apenas a alma que ama é feliz.
J. W. Goethe, 1749-1831, escritor alemão, Egmont


Apenas há uma forma de se ser feliz na vida: amando e sendo amado.
George Sand, 1804-1876, escritor francês, Carta a Lina Calamatta


No Tibete costumamos dizer que muitas doenças podem ser curadas com a medicina do amor e da compaixão. Estas qualidades são, em última análise, a fonte da felicidade humana, e a necessidade que delas sentimos, reside no nosso íntimo profundo.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart


Ainda que tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que tenha uma fé capaz de transportar montanhas, se não tiver amor, nada sou.
Bíblia, Carta aos Coríntios


De todos os bens que a sabedoria nos faculta como meio de obter a nossa felicidade, o da amizade é de longe o maior.
Epicuro, 341-270 a. C., filósofo grego, Sentenças principais


Um casal, quando feliz (ou mais ou menos feliz, porque a felicidade nunca é absoluta) é o lugar da verdade, da vida repartida, da confiança, da amizade gentil, das alegrias recíprocas, da gratidão, da fidelidade, da generosidade, do humor, do amor.
A. Compte-Sponville, filósofo francês, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes
 

A amizade dança à volta do mundo, exortando-nos a todos para que a abracemos.
Epicuro, 341-270 a. C., filósofo grego, Vatican Sayings


Comentário
A felicidade é possível e duradoura?


Ver também:
Vida e Amor
Vida e Amizade
Filosofias de Vida
Pensamento Existencial


FELICIDADE E SABEDORIA
O sentido da vida

A felicidade passa pela nossa sabedoria, e por filosofias de vida.

A chave para um mundo mais feliz é a compaixão e o amor. Não necessitamos de ser religiosos, nem necessitamos de acreditar numa ideologia. Tudo o que necessitamos é de desenvolver as nossas boas qualidades humanas.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart


As nossas acções devem ser perspectivadas no sentido da obtenção da nossa paz de espírito. E da minha limitada experiência, descobri que tal nasce do desenvolvimento do amor e da compaixão.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart


Quanto mais cuidarmos da felicidade dos outros, maior é a nossa sensação de bem-estar. Quanto mais proximidade e fraternidade sentirmos para com os outros, maior será a nossa paz de espírito.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart


Uma vez que todos comungamos a necessidade do amor, é possível sentirmos que toda pessoa que encontramos, independentemente das circunstâncias, da maneira como ela se veste e se apresenta, é nosso irmão ou irmã. (…) Tento tratar toda aquele com quem me encontro como um velho amigo. Isso dá-me um genuíno sentimento de felicidade. É a prática da compaixão.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart


Comentário
A felicidade é possível e duradoura?


Ver também:
Filosofias de Vida
Pensamento Existencial




DEUS E SAGRADO
O sentido da vida

A felicidade pode ser encontrada na crença em Deus e no sagrado

Não vemos como sagrado nenhum elemento da natureza, nem qualquer das suas manifestações, e estamos a envenenar os seus recursos. E ao fazê-lo tornamo-nos descontentes e infelizes, e sentimo-nos estrangeiros num mundo sem sentido.
Anne Bancroft, professora e espiritualista, As origens do sagrado


Não há salvação fora da igreja.
S. Agostinho, 354-430, teólogo e filósofo do cristianismo, De Baptismo contra Donatistas  


Fora Dele só existe vício, miséria, escuridão, morte, desespero.
B. Pascal, 1623-1662, filósofo, físico e matemático francês, Pensamentos   


A religião dá ao espírito humano segurança, confiança e esperança; enche-o de certeza numa Verdade salvadora que repele a corrosão da dúvida.
E. Morin, sociólogo e filósofo francês, Método V


A fé religiosa, tal como a fé numa ideia, é uma força profunda que ajuda a suportar e a combater a crueldade do mundo.
E. Morin, sociólogo e filósofo francês, Método V


Ver também:
Pensamento Existencial
A Vida tem Sentido?
Morte
Vida Pós Morte




ARTE
O sentido da vida

Num mundo tantas vezes cruel e monótono a música, a poesia, e a arte em geral, podem ser uma via de dar sentido à vida

O papel da arte é tornar o nosso mundo habitável.
William Saroyan, 1908-1981, escritor americano, em entrevista ao The New York Times, 31/10/1983.


Sem poetas e sem artistas, os homens depressa sucumbiriam à monotonia da natureza.
Guillaume Apollinaire, 1880-1918, escritor francês, The Cubist Painters 


Ó, ei-la que toca no meu ouvido, doce como o som que se respira num ramo de violetas, roubando e dando odor.
William Shakespeare, 1564-1616, poeta e dramaturgo inglês, Noite de Reis


Se a música é o alimento do amor, toquem-na; afoguem-me nela, para que o apetite decresça, e assim morra.
William Shakespeare, 1564-1616, poeta e dramaturgo inglês, Noite de Reis


Para pessoas sensíveis, a arte não pode ter outro fim que não o de conjurar o fardo e a amargura.
Gustav Flaubert, 1821-1880, escritor francês, em Correspondence, de M. Nadeau 


À estética cabe uma virtude capital na nossa civilização, tão separada da religião e da magia: não só nos permite apreciar as belezas da existência, não só cria a beleza, ou seja, a alegria, como também nos ajuda a suportar o excesso insuportável da realidade e, simultaneamente, a enfrentar a crueldade do mundo.
E. Morin, sociólogo e filósofo francês, Método V



A FELICIDADE É DURADOURA E POSSÍVEL?
  
O sentido da vida

A felicidade não é eterna e permanente. A dor e a crueldade espreitam constantemente, nas nossas vidas. Por isso, até que ponto somos felizes ou infelizes?

O homem pode subir até aos mais altos cumes, mas não pode lá morar por muito tempo.
Bernand Shaw, 1856-1960, escritor irlandês, Candida


Nunca somos tão felizes ou infelizes quanto imaginamos.
Rochefoucauld, 1613-1680, escritor francês, Maxims 


A aptidão do homem para sofrer é comparável à sua aptidão para gozar, a sua aptidão para a desgraça é inseparável da sua aptidão para a felicidade.
E. Morin, sociólogo e filósofo francês, Método V
 

O homem é o artífice da sua própria felicidade.
Henry D. Thoreau, 1817-1862, ensaísta americano, Journal  


Não podemos deixar de desejar a verdade e a felicidade, mas somos incapazes de ter certezas ou de ser felizes.
B. Pascal, 1623-1662, filósofo, físico e matemático francês, Pensamentos   


Julgamos mal, e é com frequência que ignoramos o bem que temos nas mãos, até o perdermos.
Sófocles, 496-406 a. C, poeta trágico grego, Antígona


De um modo geral a felicidade embota a inteligência, e não é fácil manter o equilíbrio psíquico quando se é feliz.
Ovídio, 43-17 d. C, escritor romano, A Arte de Amar


Comentário
A felicidade é possível e duradoura?


Ver também
:
A Vida tem Sentido?

Retornar ao topo - Felicidade

Home - Sentido da Vida


 

 

VIDA E FELICIDADE



Acima:
Festa no Barco, de Renoir
A felicidade é indissociável da amizade, do amor.


Comentário
A felicidade é possível e duradoura?


«Não será justamente a felicidade o que todos querem, sem excepção?», interrogava-se Santo Agostinho, no século V. «Todos somos iguais no nosso desejo de sermos felizes e de ultrapassarmos o sofrimento», considerou, nos nossos dias, o Dalai Lama, expressando uma resposta praticamente unânime e consensual.

Mas será que a felicidade é possível? E em que termos?

As respostas são, naturalmente, desencontradas. Goethe, por exemplo, afirma que a felicidade existe mas nunca é duradoura, que muitas coisas podem durar mas nunca a contínua felicidade. É uma resposta tão consensual quanto a que o Dalai Lama dá da nossa procura e desejo de ser felizes. A dor, os medos, e a ansiedade espreitam constantemente, sempre prontas a quebrar os nossos períodos de felicidade.

Já a posição de Pascal, um pensador cristão do século dezassete, é bem menos consensual. Para Pascal a felicidade não é possível: «Não é necessário grande educação do nosso espírito para perceber que aqui não há real e duradoura satisfação, que os nossos prazeres são apenas vazios, que os nossos males são infinitos», disse.

Apesar da sua crença intensa em Deus, e ao contrário de Santo Agostinho, citado atrás, Pascal não conseguiu a paz interior, a certeza, e a iluminação. Para ele a fuga à realidade cruel do mundo era impossível, apesar das nossas tentativas em contrário. «O rei está rodeado de pessoas cujo único pensamento é divertir o rei, e evitar que ele pense em si mesmo. Porque ele será infeliz, embora rei, se pensar em si mesmo», considerou Pascal, numa linguagem em parte metafórica.

Faltou a Pascal, eventualmente, a «boa saúde e a má memória», consideradas por Ingrid Bergman como essenciais para a felicidade. A doença e a forte dor física que ela lhe provocou, podem ter pesado bastante nas suas posições, tanto quanto o questionamento que ele fez à nossa situação existencial.

Faltou-lhe também o espírito de Santo Agostinho, o convencimento e a fé militante e iluminadora, para o que muito pode ter contado a época – a ciência, no século XVII, esboçava os seus primeiros passos, o pensamento secular começava a substituir o pensamento místico que Santo Agostinho introduzira... O mundo humano começava a não ser tão ditado pela Igreja e pela fé. Em vez de um mundo que era uma emanação de Deus, a ciência estava a revelar um mundo de infinitas galáxias, incompreensível ao homem, que muito negativamente impressionou e angustiou Pascal.

No fundo, a felicidade tem também muito a ver com as nossas ideias e filosofias de vida, e Santo Agostinho e Pascal demonstram-no à saciedade. É bem evidente o impacto negativo das ideias e concepções existencialistas de Pascal sobre a sua angústia existencial. Do mesmo modo é também evidente o peso das ideias religiosas de Santo Agostinho, aparentemente não muito diferentes das de Pascal, na felicidade que ele sentiu após a sua conversão ao cristianismo.

Curioso, também, é como as ideias podem variar, e serem recuperadas ou renegadas. “Meu Deus, dai-me castidade, mas não já!», pedira Santo Agostinho, anos antes da sua conversão ao cristianismo, numa reverência aos prazeres mundanos. «Longe de mim, longe do coração do teu servo, Senhor, que a ti se confessa, a ideia de encontrar a felicidade não importa em que alegria!», considerou ele, já convertido.

As concepções de Pascal e de Santo Agostinho são também particularmente exemplificativas do fundo contraditório em que se situa para nós, seres humanos, a felicidade: os momentos de felicidade e infelicidade alternam-se, e tudo pode mudar drasticamente, de um momento para o outro, para melhor ou para pior. Ou como diz Edgar Morin: «A aptidão do homem para sofrer é comparável à sua aptidão para gozar, a sua aptidão para a desgraça é inseparável da sua aptidão para a felicidade».

Demonstram, por outro lado, que a fé em Deus não é suficiente, nem condição necessária ou única para sermos felizes. Foi-o para Santo Agostinho. Não o foi para Pascal. É algo que parece sancionar as palavras do Dalai Lama: «A chave para um mundo mais feliz é a compaixão e o amor. Não necessitamos de ser religiosos, nem necessitamos de acreditar numa ideologia. Tudo o que necessitamos é de desenvolver as nossas boas qualidades humanas.» São palavras que devem merecer a nossa reflexão.

 

 




 


 

 

Eduardo Reisinho & MeaningsOfLife.com.