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 CITAÇÕES SOBRE A AMIZADE

AMIZADE E SENTIDO DA VIDA
O sentido da vida


A AMIZADE SEGUNDO ARISTÓTELES

Aristóteles, 350 anos antes de Cristo, produziu profundas reflexões sobre a amizade e o seu lugar nas nossas vidas, no seu Ética a Nicómaco.


Dois amigos são uma mesma alma vivendo em dois corpos.
Aristóteles, 384-322 a.C., filósofo grego, citado por Diógenes Laércio em Lives of Eminent Philosophers


Na pobreza como no infortúnio, os homens encontram o seu único refúgio nos amigos.
Aristóteles, 384-322 a.C., filósofo grego, Ética a Nicómaco


A amizade é uma virtude, e é a coisa mais necessária à vida.
Aristóteles, 384-322 a.C., filósofo grego, Ética a Nicómaco


Sem amigos ninguém escolheria viver, ainda que houvesse outros bens.
Aristóteles, 384-322 a.C., filósofo grego, Ética a Nicómaco



A AMIZADE PARA EPICURO


Epicuro (341-270 a. C.) é o grande filósofo da amizade.
As suas reflexões sobre a amizade conservam plena actualidade.

A amizade avança dançando à volta do mundo, proclamando a todos nós a necessidade de louvarmos a vida feliz.
Epicuro, 341-270 a. C., filósofo grego, Sentenças Vaticanas


O mundo inteiro oferece uma casa comum aos homens que amam a amizade: a Terra.
Inscrição epicurista encontrada num pórtico de uma quinta do século II.


De todos os bens que a sabedoria nos faculta como meio de obter a nossa felicidade, o da amizade é de longe o maior.
Epicuro, 341-270 a. C., filósofo grego, Sentenças Principais



A AMIZADE É UM TESOURO

Pensadores mais recentes realçaram a enorme importância da amizade nas nossas vidas. A amizade é um tesouro. Sem ela a vida é um deserto. O sentido da vida depende largamente das nossas redes de amizade.


De todos os presentes que um mortal humano pode querer, que tesouro maior do que um amigo pode ele ter?
N. Grimald, 1519-1562, poeta inglês, Of  friendship


A amizade redobra as alegrias e corta os males em metades.
F. Bacon, 1561-1626, filósofo e político inglês, Essays


Sem amizade, uma multidão é só companhia, as caras não são mais do que uma galeria de retratos, e a conversa um simples tinido de címbalos.
Francis Bacon, 1561-1626, filósofo e político inglês, Essays


O inferno está todo na palavra solidão.
Victor Hugo, 1802-1885, escritor francês, citado por E. Morin em Método V  


Comentário
Amizade e sentido da vida


Ver também
:
Poemas sobre a Vida
Vida e Amor
Felicidade
Filosofias de Vida


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Pormenor de pintura hindu


Comentário
A amizade - de Aristóteles ao presente

A amizade foi tema filosófico, na Antiguidade clássica. Aristóteles prezava-a particularmente, colocando-a acima do amor, que ele tendia a desvalorizar e a associar ao prazer e ao erotismo.

Para Aristóteles, a amizade era um exercício entre «iguais», uma virtude partilhada por homens pertencentes à elite da época e de Atenas. Ela tinha pouco de fraternidade, de solidariedade, e envolvia um certo cunho restrito, abstracto, utilitário («Entre amigos, é regra que se receba e se retribua em grau igual, ou muito semelhante», disse  ele).

A amizade, para Aristóteles, tinha algo de egoísta («O homem é, para si mesmo, o seu melhor amigo, e, por consequência, deve amar-se a si mesmo acima de tudo»). Ela não incluía desconhecidos, estrangeiros ou as mulheres, que ele considerava «limitadas por natureza».

Podemos, naturalmente, perceber, ou tentar perceber Aristóteles. Temos que considerar a época, os seus preconceitos. E aceitar que a amizade, no sentido mais corrente e geral, pode ser bastante diferente do amor ou da fraternidade, no seu sentido mais exigente.

No entanto, escassas dezenas de anos depois de Aristóteles, Epicuro estabeleceu conceitos de amizade diferentes, e claramente mais avançados. Epicuro inscreveu a amizade numa filosofia de vida em que a cumplicidade, a solidariedade, a simpatia ou o prazer partilhado eram importantes.

A concepção de amizade de Epicuro está muito próxima da amizade moderna, e foi largamente partilhada, durante centenas de anos, por várias comunidades epicuristas, sem as exclusões sociais que Aristóteles concebia.

Num sentido mais geral e menos exigente, a amizade confunde-se, hoje, com convívio, simpatia, cumplicidade, solidariedade. Na visão corrente, a amizade não tem que envolver necessariamente uma relação profunda e ideal, ainda que a nossa exigência a coloque, por norma, muito acima das relações de circunstância, próprias dos simples círculos de conhecidos.

Como tudo o que é humano, a amizade contém em si a nossa ambivalência, as nossas contradições. Ela é frequentemente atraiçoada ou espezinhada. É uma das suas facetas, muito antigas. 

Seja como for, a amizade não é apenas um ideal, que os infortúnios mostram ser ilusório. A amizade existe. Necessitamos dela, criamo-la, com diferentes conteúdos, e diferentes exigências.

Podemos, em certos casos, pensar como Sartre, e dizer que «O Inferno são os outros», ou dizer, como Benjamin Franklin, que apenas «há três grandes amigos, na vida: a velha esposa, o velho cão, e dinheiro à mão».

Mas, na sua essência, tais afirmações não deixam de ser posições de ocasião, reflexos de momentos e sentimentos cáusticos e desencantados do homem e da vida, que não anulam a nossa persistente procura de amizade, e a importância e necessidade que lhe atribuímos.

A amizade, no seu sentido mais vasto, é hoje tão indispensável, ou mais indispensável, que no passado. Num mundo como o nosso, com relações tão abstractas e mercantilizadas, sobretudo a nível das grandes cidades, o espaço da amizade e o enriquecimento existencial que ela faculta, é-nos essencial.

Somos seres dependentes de afectos, dependentes dos outros, da camaradagem, da fraternidade, da solidariedade, da simpatia.

Não «vivemos só de pão», como diz Edgar Morin. O nosso eu só se concretiza e existe pelo eu dos outros, como um seu reflexo («Se não houver outros eu, não há eu», disse Tchuang-Tseu). Sem o calor da amizade e do amor, o mundo seria insuportável, lembra-nos também Aristóteles.

 

 




 


 

 

Eduardo Reisinho & MeaningsOfLife.com.